segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

(in)completo.

Já sentiu medo? medo de encarar alguém, de encarar sem olhar no olho.. só de ouvir?Medo de ouvir o som da voz e sentir novamente aquele palpitar do peito, aquele frio na barriga, aquelas borboletas no estomago.  É medo, receio, mistura disso tudo.  Você pensa nela, sente saudades.. e na frente dos outros diz até que passou. Mas no seu intimo as coisas não andam boas, é como se estivesse incompleto, sabe? Não precisa nem que alguém diga o nome dela pra que você se recorde, é automático.. continua ali, de antes.. até hoje. Você acorda e vai se deitar pensando, lembrando de inúmeras coisas, como antes. No fundo nem você aceita que acabou, e por mais que lhe digam que o tempo cura, você se questiona se realmente irá curar.. ou somente maquiar.
E você até chega a tentar "expulsar" todo esse amor, tenta com outras pessoas, com outros lugares, com dezenas de coisas, mas TUDO têm 1 pouco dela. Tudo te faz lembrar, o sorriso, a voz, a birra, as brigas... não tem pra onde correr. E dá vontade de correr, ir atrás, ligar, chorar, implorar e pedir pra voltar, dizer o quanto ela é importante pra você, o quanto você têm sonhado com ela. Dizer o tanto que chora todas noites, dizer o quanto têm ficado ausente de si mesmo sem ela. Daqueles amores urgentes, sabe?!
Isso tudo se torna ritual, e você chega até a criar a playlist com as músicas de "vocês".
Mas o mesmo amor que te dá coragem de ir atrás, é o mesmo que diz "fique aí, quietinho.." É o mesmo que faz sentir todas aquelas dores e medos lá. Daí você deixa de viver e começa a existir, incompleto.

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